
Apesar de ter muito pouco tempo livre para andar na rua, quando o consegue fazer Luciana Abreu não passa despercebida ao público em geral, que a reconhece enquanto "Flor", a personagem principal da telenovela "Floribella", transmitida diariamente na SIC. Apesar de tudo, a jovem de 21 anos, que deixou o Porto para realizar os seus dois maiores sonhos, cantar e representar, diz que não se importa de ser constantemente abordada na rua, porque só o contacto com o público lhe permite agradecer as inúmeras manifestações de carinho de que tem sido alvo.
Dica da Semana - A "Flor" vive num mundo de sonho e de fantasia, mas na vida real quem está a viver um verdadeiro sonho é a Luciana, não é verdade?
Luciana Abreu - Sem dúvida. Na verdade estou a viver um sonho que se tornou realidade da maneira mais inesperada possível. Tudo aconteceu de um dia para o outro e às vezes confesso que tenho alguma dificuldade em perceber se tudo isto não é mesmo um sonho do qual posso acordar a qualquer momento.
DS - Toda esta onda de carinho que o público tem demonstrado por si já a fez emocionar-se várias vezes. Tem sido de facto difícil conseguir gerir todas as emoções?
LA - Eu costumo dizer que sou uma "pita chorona" (risos) e de facto tem sido muito difícil conseguir gerir todas estas emoções. Se eu já chorava por tudo e por nada, agora tem sido ainda pior, porque o carinho que eu tenho recebido por parte do público tem sido indescritível, de tal maneira que nem tenho palavras para agradecer. Acho que por mais anos que viva nunca vou conseguir agradecer a todas as pessoas tudo o que têm feito por mim e tudo o que me têm dado.
DS - As crianças querem ser como a "Flor". Como é que tem reagido ao assédio dos mais pequenos?
LA - Sempre que posso brinco com eles, pego neles ao colo, dou-lhes muitos mimos e digo-lhes para nunca deixarem de acreditar e de perseguir os seus sonhos, sendo que para isso têm que estudar. Além disso, recebo diariamente centenas de cartas, às quais infelizmente não tenho tempo de responder, mas sempre que as crianças colocam o número de telefone nessas cartas telefono-lhes logo a agradecer e é muito engraçado perceber a reação delas do outro lado da linha, porque depois de eu dizer que sou a "Flor" há sempre um silêncio durante alguns minutos. Depois ficam eufóricas e toda essa alegria passa para mim.
DS - Como é que surgiu a oportunidade de participar neste projecto?
LA - Fui convidada para fazer um casting e felizmente fui passando as várias etapas de selecção. O curioso é que durante toda a fase de castings eu nunca soube que poderia vir a fazer de "Flor". Só no terceiro casting, quando contracenei com a Susana Mendes, a "Delfina", é que soube que estava na iminência de poder ficar com o papel de "Flor". Nesse momento entrei em pânico, só dizia que não ia conseguir, mas felizmente Deus nunca me abandonou e eu consegui realizar este sonho.